Este blog é destinado a todos os candidatos que sonham com a aprovação nos concursos mais difíceis e respeitados do país.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
A maratona e o candidato
neste último domingo, aconteceu a disputa de uma maratona aqui no Rio de Janeiro. São 42.195 metros de corrida. Para quem não tem uma idéia do que é isso, a largada é no Recreio e a chegada é no bairro que tem o nome daquele time do goleiro preso. Antes que vc pense q eu fiquei maluco e vou fazer um relato esportivo, permita-me explicar porque comecei falando da maratona.
Costumo fazer analogias entre eventos esportivos de alto nível e a preparação de um aluno de turma IME/ITA. Ambas as atividades exigem dedicação, esforço, suor e comprometimento, e no fim recompensam de forma inigualável os vencedores.
Tenho um colega de trabalho, Pinho, que correu a maratona no domingo passado. Pude conviver de perto com a preparação dele. Cabe ressaltar que ele não é um atleta de ponta. É um cara que corre bem e decidiu correr a maratona. Não estou fazendo pouco caso, pelo contrário. O que eu estou dizendo é que ele não sofreu tanto na preparação porque queria ganhar a maratona. Queria correr a maratona, oq já exige muito esforço. No caso dos alunos, não estamos falando de ser o 01. Estamos falando de ser aprovado.
Antes de começar a preparação, o Pinho jogava futebol com a galera na educação física. Meses antes da prova, quando começou a se preparar realmente, ele parou de jogar. O futebol é um esporte de impacto, e isto poderia causar alguma lesão que atrapalhasse o treinamento. Mesmo gostando de jogar futebol, foi necessário que ele parasse, visando o objetivo da maratona.
Aprendizado 1: Por mais que algumas atividades te dêem prazer, pode ser necessário que vc abra mão, em prol do objetivo final.
Como já disse, ele começou a treinar meses antes da prova. Lembro de um sábado de manhã, chovendo, em que estava saindo de casa para ir dar aula e encontrei com ele. Eram 7:30 de sábado, e ele já estava terminando a corrida. Corria durante os horários de educação física e mais 3x por semana de noite, seguindo um grupo conduzido por um instrutor. Corria de noite e nos fins de semana, em diferentes tipos de esforço (corridas em terrenos planos, em ladeiras, com ritmo mais cadenciado, com ritmo mais puxado, etc.). Este instrutor, além de acompanhar as corridas, orientava sobre alimentação, jeito de pisar, tênis adequado, etc..
Aprendizado 2: A preparação não começa na véspera da prova. Começa muito tempo antes. E é mais bem aproveitada se for conduzida e acompanhada por um profissional que tenha experiência no assunto. Por isso, é importante que o candidato faça um curso, focado no concurso que ele deseja.
O Pinho é casado e tem duas filhinhas pequenas. Obviamente, todo esse treinamento exigiu que ele abrisse mão de muitas horas com a família. Durante os meses de preparação, ele dividiu o tempo entre a família, o trabalho e o grupo de treinamento. No caso do candidato, ele passa mais tempo no curso do que em casa, com a família ou com a namorada(o).
Aprendizado 3: Não é nenhum crime vc abrir mão de tempo com a sua família para se dedicar ao seu objetivo. Pelo contrário, isto é necessário. Mas também é importante dosar esta carga, para não enlouquecer... hehehe
Durante o treinamento, houve corridas longas. Nenhuma tão longa quanto a prova real, de 42 km. Neste ponto, o curso preparatório é diferente do grupo de corrida do Pinho. Num curso, o treinamento é feito para níveis acima da prova. Ou seja, a idéia é que o candidato não seja surpreendido na hora do "vamos ver". Mas na maratona, aconteceu isso. A maior distância percorrida nos treinamentos era menor do que a distância da prova valendo. Logo, na prova, chegou uma hora em que o corredor não sabia mais oq esperar. Ele não tinha treinado aquilo. Para um candidato, isso é muito perigoso. Quase mortal. Evite isso com todas as suas forças. Como? Treinando muito e melhor, sempre.
Aprendizado 4: Treine com o máximo de intensidade e exigência. A hora da prova não é hora de surpresas.
Ele me disse que durante a prova, sentiu vontade de parar algumas vezes, para descansar. Mas ele sabia que, se parasse, não voltaria a correr depois. Por isso, continuou correndo. Até pra terminar com aquele sofrimento o mais rápido possível... hehehe
Aprendizado 5: Se estiver cansado, morrendo, diminua o ritmo. Mas não pare!
Para o Pinho, a sensação de terminar a prova deve ter sido fantástica. Ver todo o seu esforço recompensado. Ele fez a prova com um excelente tempo para atletas amadores: 3 horas e 24 minutos. É isso mesmo que vc leu. 3 horas e meia correndo. E isso é um tempo mto bom! Sem dúvidas, o resto de domingo e a segunda-feira foram de dores. Mas com aquela sensação do dever cumprido. Quando o candidato sai de uma prova do IME ou do ITA, ele sai sugado. Doído. Mas, se tudo correu como planejado, ele sai feliz. Eu, pessoalmente, não gosto de correr. Mas adoro a sensação do pós-corrida. Ultimamente, no meu ritmo iniciante, tenho corrido 9 ou 10 km 2x por semana. Mas posso dizer com mais experiência sobre o concurso. A sensação do dever cumprido é incomparável. Por mais que tenha sido cansativo e extenuante todo o processo.
Aprendizado 6: A sensação no fim de tudo vale a pena. Mesmo que vc não tenha atingido seu objetivo, a sensação será boa se vc tiver se dedicado com o máximo de suas forças. Mas confie: fazendo tudo direitinho, seu objetivo vai ser alcançado!
E, pra finalizar, um último aprendizado: por mais que a maratona seja longa, ela é cumprida com um passo após o outro.
Um ótimo final de semana a todos. E lembrem-se: Um passo de cada vez, sem parar.
Beijomeliga.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O ano começa
Meus amigos,
nesta semana pós-carnaval, todos os alunos se pegam pensando “agora o ano começa”. E é por isso q vou bater um papo com vcs sobre a dedicação ao longo do ano.
Realmente, o ano fica mais intenso após o carnaval. Não q ele comece agora, deveria ter começado antes, mas se vc não estudou muito até agora, ainda dá tempo de compensar. Para isso, tanto os q estão nesta situação como os q já começaram a estudar vão precisar de dedicação. E muita dedicação. Conheço poucos exemplos tão claros de dedicação e persistência como o Bernardinho, treinador da seleção brasileira de vôlei masculino.
Durante o ano, vou citar vários casos e/ou ensinamentos envolvendo o Bernardinho e a seleção de vôlei masculino. Por isso, vamos conhecer melhor a história dessa equipe. Costumo dizer que esta seleção brasileira de vôlei vai ser lembrada por algumas décadas como uma lenda, um time quase imbatível. Entre 2001 e
O aspecto que quero abordar hoje é a dedicação que o aluno IME/ITA deve ter ao longo do ano. Ao estudarmos os fatores que envolvem o sucesso da seleção de vôlei, podemos ver q a nossa seleção não é composta pelos jogadores mais altos. Nem pelos mais fortes. Quem já viu um jogo de vôlei masculino com seleções européias (principalmente do leste europeu) deve ter tido a sensação q nossos jogadores são bem mais fracos e baixos. Porém, daí tiramos uma lição: nem sempre os que parecem mais fortes vencem. Para vencer, é necessário uma soma, dada pelo Bernardinho por:

