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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A(s) dúvida(s) - Parte 1 - Para os novatos

No último post, comentei q um aluno IME/ITA sente, em geral, nesta época do ano duas coisas: empolgação e dúvida. Sobre a empolgação, a gente já conversou. Agora vamos falar um pouco sobre a(s) dúvida(s).

Acho q a gente pode dividir essa parte do assunto em dois ramos tb: a situação dos calouros, que são os novatos em turma IME/ITA, e a situação dos repetentes, que já tentaram os concursos pelo menos uma vez.

Os novatos passam por uma insegurança grande por não terem noção do tamanho do problema que vem pela frente. Por mais q digam q é um bicho de sete cabeças, q só alienado passa, só retardado é capaz de fazer uma turma IME/ITA, a grande verdade é q quem vai estrear este ano não sabe oq vai encarar. E isto pode ser visto como uma coisa boa. Por mais bizarro que pareça, isso pode ser bom. Depende basicamente da postura q o cara vai ter.
Por não saber o tamanho do problema, o candidato pode ter dois comportamentos no início: pegar pesado demais ou coçar demais. (Não se assustem com o termo. Na verdade, “coçar” é uma expressão pra dizer q a pessoa não está levando tão a sério.)

Quem estuda demais está bem. Vai ficar mais concentrado, vai rever tudo que o professor disser nas aulas, vai copiar a matéria, vai ter um caderno organizado, etc.. Tudo isso é muito bom, muito bom mesmo. Só precisa ficar atento para não cair numa sobrecarga, e o corpo não agüentar o ritmo ao longo do ano. Mas isso dá pra ser ajustado durante o caminho.

Quem coça demais vai ter problemas sérios ao longo do ano. Embora o início do ano pareça simples, as matérias ainda são tranqüilas e tal, a base deve ser muito bem feita. Quando o aluno coça muito no início do ano, em geral, ele não consegue entrar no ritmo na hora q precisa. Por um motivo muito simples: ele “deve” muita coisa que ficou pelo caminho. Não aprendeu direito coisas básicas, logo, vai ter dificuldades para aprender o que vier depois. Ele pode compensar isso e se recuperar? Claro que pode. Mas não é fácil nem comum. O mais provável, estatisticamente falando, é q ele perca o interesse pelo curso.

No próximo post, eu falo para os repetentes.

Grande abraço e até a próxima.