domingo, 23 de fevereiro de 2014

O bizu da preparação para concursos - Parte 2

Meus queridos,


na semana passada, postei a primeira parte do bizu passado pelo grande amigo Bruno, companheiro de turma do IME. Hoje vem a segunda parte, com as últimas recomendações de um cara que foi aprovado pra diversos concursos. Fiquem atentos, vale a pena se ligar no que ele está passando.



"
Amigos, no primeiro texto foi feita uma abordagem a respeito da influência dos diversos fatores na prova. Estabelecemos que o fator principal e decisivo no concurso é o nível de conteúdo instantâneo na mente no momento da prova.


Nesta segunda parte, o intuito é tentar desmistificar de forma bastante objetiva certas justificativas (ou “desculpas”) que os candidatos que não passam tentam apresentar. Por outro lado, vamos propor um roteiro de preparação para qualquer concurso, que se for seguido adequadamente, fará com que suas chances aumentem significativamente. Vamos lá?


Comecemos pelos mitos:


  • “Deu branco” (o mais cotado)
    • Não deu branco nenhum! Você não estava com o conteúdo instantâneo no momento da prova!


  • “Não passei por um décimo”
    • Um décimo é decisivo em todo concurso. Para o primeiro colocado ou para o último, um décimo pode não fazer diferença, mas na região do corte, a que define quem vai ser aprovado ou não, os décimos são decisivos.
      • Estorinha: Em uma Olimpíada, o nadador Michael Phelps (o recordista de medalhas de ouro em Olimpíadas) bateu o recorde mundial em uma prova de natação chegando a um centésimo de segundo na frente do segundo colocado. Você sabe o que é um centésimo de segundo em uma prova de natação? Bem, se o Phelps não estivesse nadando, o segundo colocado bateria o recorde mundial, já que ficou apenas a um centésimo de segundo do novo recorde. Você sabe quem foi o segundo colocado? Nem eu...
  • ”Fiquei nervoso”
    • O nervosismo é normal. O controle do nervosismo faz parte da preparação do candidato. Entretanto, tenha uma certeza: Se o candidato possui o conteúdo instantâneo no momento da prova, o nervosismo é substituído pela tranquilidade.
    • Ficar nervoso é normal quando nós não sabemos lidar com uma situação. Se o problema está sob controle, isto é, se sabemos resolver as questões da prova, o nervosismo desaparece.
  • “Não tive sorte”
    • O candidato pode contribuir para a sua sorte...
      • Estorinha: Dois caras não sabiam o conteúdo da questão. O primeiro chuta no escuro letra C. O outro cara lê com atenção, acha que a letra C e a letra D são muito parecidas, logo não podem ser a única alternativa correta. Não tem certeza, mas acha que a letra E é absurda. Entre as letras A e B, achou a redação da letra B bem clara e plausível, enquanto que a letra A era um pouco nebulosa. Chutou letra B. Resposta da questão: Letra B. Quem teve sorte?

  • “Concurso é marmelada”
    • O convívio com as pessoas que foram aprovadas em concursos mostra que todas estavam preparadas para serem aprovadas. Em poucas conversas, é notório que as pessoas tiveram capacidade de serem aprovadas e que não houve “marmelada”. Essa é a regra.


Depois de abordarmos os principais mitos dos resultados de concursos, vamos passar para a preparação para a prova, que é o que realmente importa.


Não tem mistério. É estudar muito!
Não importa como você vai se preparar e nem quanto tempo vai levar, o que é importante é que tenha o maior nível de conteúdo instantâneo no momento da prova.


RECEITA DE BOLO PADRÃO DOS CANDIDATOS QUE SÃO APROVADOS:
  • Fazer um curso preparatório
    • O curso irá direcionar seus estudos e os professores irão auxiliar você na preparação.
    • Escolha bons cursos preparatórios. Vale o investimento.
    • Além disso, é muito bom o convívio com outros candidatos, a troca de informações, o bate-papo, motivar e ser motivado pelos outros.
  • Estudar sozinho (o máximo possível)
    • Só fazer o curso não adianta.
    • O principal estudo é o de casa.
    • Estudar em grupo é muito bom, mas lembre-se que a hora da decisão é individual, é você contra a prova.
  • Data da prova longe
    • Tente aprender todo o conteúdo, assimilando a matéria.
    • Faça bastantes exercícios. Tente. Erre. Repita.
    • Se a questão for boa, faça mais de uma vez. Repita e faça mais rápido. É melhor fazer uma questão boa 3 vezes do que 3 ruins diferentes.
  • Data da prova perto (Um ou dois meses):
    • É o principal momento da preparação. É nesse período que se consolida o conteúdo, para que fique instantâneo no momento da prova.
    • Esqueça sua vida social (é por tempo determinado e por boa causa);
    • Decore o máximo de conteúdo possível;
    • Treine exaustivamente a resolução de questões, especialmente de concursos anteriores da banca do concurso;
    • Treine o tempo de prova, que é muito importante;
    • Verifique o peso das matérias e questões (maior pontuação, mais importante).
  • Véspera de prova: Mito! Pode estudar ou não, tanto faz. Eu sempre estudei e sempre deu certo. Sempre há tempo para o último “confere”. Há aqueles que dizem que na véspera você tem que sair para relaxar. Bobagem! Não é o que acontece, geralmente, com os que passam num concurso. O nível de concentração para a prova depois de tanto estudo é tão grande, que você não vai estar nem aí para sair, faltando um dia para a decisão.


Conclusão


Os 3 clichês iniciais, no fim das contas, são mais do que válidos:


1 – O trabalho vem antes do sucesso.
2 - A sorte ajuda quem trabalha duro.
3 – Geralmente, para uma regra há exceção.


Trabalhe muito para aumentar o seu nível de conteúdo no momento da prova, deixando-o instantâneo no tempo certo. Assim, você vai diminuir a influência de outros fatores que podem te prejudicar. Essa é a chave para o sucesso!


Esperamos ter ajudado!


Um grande abraço e boa sorte!"

E aí, galera, gostaram? Agora é colocar em prática oq ele orientou. Mãos à obra!!!

A aprovação é logo ali.
Beijomeliga.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

O bizu da preparação para concursos

Meus queridos,


este post tem um ingrediente muito especial. Estou recebendo uma 'visita' de um grande amigo da época do IME, cara safo que passou pra vários concursos depois de formado: Bruno Raymundo. E aí essa visita vem na forma de um texto que ele escreveu, visando ajudar na preparação dos concurseiros em geral, sejam os aspirantes às vagas nos concursos militares ou civis. Dividimos o texto em duas partes, sendo uma publicada hoje e a próxima na semana que vem. Acompanhe e aproveite o bizu de quem sabe.



" Olá! Tudo bem?
Amigos, o nosso objetivo como este texto é tentar transmitir o que realmente faz a diferença para você alcançar o sucesso com a aprovação em um concurso.


Deixe os mitos e as percepções equivocadas de lado!
Não se deve tomar como base todos os candidatos que prestam o concurso, pois os que não passam são a maioria... Tente se guiar pelo exemplo de quem obteve a aprovação. É essa experiência que vamos tentar compartilhar com vc.


Primeiramente, apresentamos 3 “clichês” que são muito verdadeiros:
1 – O trabalho vem antes do sucesso.
2 - A sorte ajuda quem trabalha duro.
3 – Geralmente, para uma regra há exceção.


 REGRAS GERAIS:


As pessoas são diferentes. Uns precisam estudar mais para aprender, consumindo mais tempo, outros menos. Mas todos tem tempo para aprender. Todos são capazes de aprender, e quanto mais você se esforça, mais se aprimora.


Nem todos conseguem atingir um certo nível de aprendizado (como nem todos podem ser atletas ou artistas), mas não há problema nenhum nisso! Para o candidato basta a aprovação, não sendo necessário ser nenhum gênio do conhecimento.


Não há fórmula mágica, amigo, mas há uma regra que eu aconselho você a seguir:


A REGRA FUNDAMENTAL PARA CONCURSOS




=> O fator determinante para ser aprovado em um concurso é o nível de conteúdo instantâneo na mente no momento da prova.


=> Todo o resto influi no resultado final. Mas o fator acima é o principal.


Vamos tentar esclarecer?


Bem, não adianta apenas saber o conteúdo. Tem que estar instantâneo na hora da prova. Portanto, não importa se você era craque na matéria há muito tempo. Provavelmente deve ter esquecido muita coisa a respeito do tema.


Isso não quer dizer que você não possa tentar lembrar algum conceito durante a prova, mas o tempo é escasso, porém suficiente. A prova é elaborada para quem está com o conteúdo fresco na cabeça no momento da prova.


E como é a influência dos fatores no resultado do concurso?



Vamos fazer uma analogia: Imagine uma pesquisa para uma eleição. A pesquisa é sempre assim: “O candidato A tem 20% das intenções de voto, com margem de 2% para cima ou para baixo”. Isto é, o cara pode atingir de 18% a 22%, pois tem um nível médio de 20% e está sujeito a uma variação de 2%, sobre o seu resultado médio.


A mecânica do resultado de um concurso tem como base um princípio semelhante:

O “resultado médio” do candidato é medido pelo nível de conteúdo instantâneo no momento da prova. Esse é o fator que vai posicioná-lo, inicialmente, na lista de notas da prova.


Todos os outros fatores são importantes, mas responsáveis pela pequena variação ao redor desse resultado médio, e isso varia de pessoa para pessoa. O ideal é que o “nível do resultado médio” seja o maior possível, e as variações decorrentes dos outros fatores seja pequena.
Vamos a um exemplo prático:


Digamos que em um concurso, a nota do candidato devido apenas ao conteúdo que ele assimilou seja 80. Mas ainda há outros fatores que determinam a nota do candidato:


  • Sorte;
  • Utilização do tempo da prova;
  • Estado físico adequado;
  • Condições de ambiente; etc.


Esses fatores geram uma variação no nível médio de conteúdo do candidato, para cima ou para baixo. No geral, essa variação é pequena, e o candidato  pode tirar 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83, etc.


E essa pequena variação pode determinar sua aprovação.
Repare:
No exemplo anterior, a variação do candidato foi de 3 pontos para cima ou para baixo.
Imagine uma nota de corte de 78.


  1. Pode dar tudo errado para o cara que faria 80 pontos nessa prova, e ele tirar 77, devido àquelas variações. Estaria reprovado.
  2. Por outro lado, um candidato sujeito aos mesmos 3 pontos de variação, mas com um conteúdo 76 (menos preparado que o primeiro), poderia fazer 79 pontos nessa prova. Estaria aprovado.
  3. Já o primeiro colocado do concurso tem um nível de conteúdo de 90. Logo, ele passaria na prova tranquilamente, mesmo que “tudo desse errado”, já que os 3 pontos para baixo o levariam a uma nota de 87.
  4. Por fim, um candidato com nível de conteúdo 50 pode ter tudo conspirando a seu favor que ele não vai conseguir atingir a nota de corte.


Importante!!!


A teoria é qualitativa, é impossível medir isso na prática, mas é um bom modelo. As variações também não são exatas, isto é, o mesmo percentual para cima e para baixo. Aliás, geralmente o que ocorre (qualitativamente) é uma variação um pouquinho para cima e muito maior para baixo.


No entanto, acredite: O nível de conteúdo é fundamental.




Existem ainda alguns mitos entre os candidatos e muitas pessoas que se preparam de forma inadequada. Nos próximos tópicos, iremos tentar desmistificar algumas dessas lendas e propor um roteiro para uma boa preparação para a competição.


Um grande abraço a todos!"

Gostaram? Fiquem atentos para não perder a 2a parte na próxima semana.

A aprovação é logo ali.
Beijomeliga.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Mais um ano começa

Meus queridos,


depois das festas de final de ano, tantas comemorações, vem a hora de começarmos a trabalhar em um novo ano que se inicia. É impressionante como uma simples virada de calendário pode nos deixar capazes de fazer planos e cheios de energia para realizá-los. Vou dividir este post em duas partes: primeiro um balanço de 2013 e depois uma visão para 2014.



Olhando para 2013, o ano trouxe diversas realizações para muita gente. Daria pra arriscar que o ano foi proveitoso para todos, mesmo aqueles que não foram aprovados. Sim! Mesmo quem não foi aprovado pode olhar hj e perceber que está mais próximo de conquistar seu objetivo do que estava um ano atrás. Logo, o ano foi proveitoso e produtivo também para quem está nessa situação. E digo mais: mesmo quem não conseguiu ser aprovado e não pode mais tentar de novo, isso serve pra virar a página. Feliz ou infelizmente, nossa vida é feita de fases, etapas... tipo um jogo de videogame. Cada fase dessas tem o seu contexto, tem os seus desafios, tem o chefe da fase para ganharmos dele e avançar. O ponto é que muitas vezes a gente se concentra em algo que achamos que é o chefe da fase, mas aquela fase pode ter estado na nossa vida para que aprendêssemos algo novo, para que evoluíssemos, não necessariamente a fase passou pela nossa vida para nós tirarmos algum chefe da frente. Pode ser que o objetivo dessa fase seja exatamente nós conseguirmos superar um medo, um obstáculo, coisas assim... ao chegar a hora de virar a página, é importante saber fazer isso. Deixar pra trás o contexto anterior e olhar para o próximo objetivo. É assim mesmo!
Neste ano de 2013, tive o enorme prazer de trabalhar com turmas de vencedores no SEI. Um grupo de alunos que lutou até o final, que se desdobrou e que mostrou que a força do trabalho nos deixa sempre em boas condições. Acima de tudo, um grupo de alunos que passou a entender que podemos conquistar nossos objetivos sempre que nos dedicamos a isso. É interessante como, no início do ano, os alunos chegam com pensamentos do tipo 'isso não é pra mim', 'a prova é muito difícil', 'tem que ter indicação de alguém lá dentro'... aí com o passar dos simulados, com o trabalho, eles começam a acreditar que a prova é sim pra eles. Acreditam que o trabalho deles está sim trazendo efeitos positivos. Não é raro isso ser uma mudança para a vida toda. E é fantástico fazer parte, mesmo que pequena, de tudo isso na vida dessa galera. Não há dinheiro no mundo para pagar isso.


Olhando para 2014, o ano começa com N desafios para todos nós. É sempre bom olharmos para frente, pensando nas próximas etapas de nossa vida. Esquecer o passado ajuda a liberar nossos traumas e medos. Quando repetimos que não aprendemos alguma coisa, estamos cada vez mais nos diminuindo. Estamos criando um bloqueio que não deve existir. Vamos em frente, olhando para os obstáculos com a consciência de que 'é difícil, mas vamos conseguir'.
Vc quer ser aprovado em um concurso em 2014? Qual? EFOMM, AFA, IME, EN, ITA, EsPCEx, EEAr, UFRJ, UERJ, UFF? Outro? Não importa qual é o concurso que vc quer, importa o quanto vc está disposto a se entregar por este sonho. Importa o quanto vc está disposto a sofrer, o quanto vc está disposto a abrir mão para chegar mais próximo do seu objetivo. Lutas, haverá várias. Momentos de fraqueza, desânimo, tristeza? Vários. Em todos estes momentos, lembre-se que vc está sofrendo por uma causa maior. Vc está nessa estrada pensando em conquistar vitórias que podem mudar sua vida para sempre. Cada um de nós é único em suas decisões, seus dons, suas capacidades. Acredite nisso. Vc é capaz! Não deixe que digam que vc não é. Uma das coisas mais gratificantes na minha profissão é chegar no final do ano e ver uma galera de alunos postando coisas no Facebook dizendo que conseguiram a aprovação, que havia gente que não acreditava, mas agora todos terão que respeitar. Isto é uma conquista que só depende do seu esforço. É mérito seu, ninguém tira.

Que 2014 seja um ano ainda melhor para todos nós, e que tenhamos daqui a alguns meses as mesmas alegrias de ver a galera indo ganhar o Brasil em diversos novos desafios.


A aprovação é logo ali.
Beijomeliga.



domingo, 22 de dezembro de 2013

As coisas que as pessoas mentalmente fortes não fazem

Meus queridos,

achei essa listinha de coisas a NÃO fazer caso queiramos ser mentalmente fortes. Bem interessante. O artigo original é da Forbes.

 

1) Elas não perdem tempo sentindo pena de si mesmas

Pessoas de mentalidade forte não ficam sentindo pena de suas circunstâncias ou como os outros as trataram. Ao invés disso, elas assumem a responsabilidade por seu papel na vida e compreendem que a vida nem sempre é fácil ou justa.

2) Elas não deixam de lado seu poder

Elas não permitem que os outros as controlem, e elas não permitem alguém tenha poder sobre elas. Elas não dizem coisas como, “Meu chefe me faz sentir mal”, porque elas compreendem que elas estão no controle sobre suas emoções e elas possuem a escolha de como reagir.

3) Elas não fogem dos desafios

Pessoas mentalmente fortes não tentam evitar o desafio. Ao invés disso, elas dão boas vindas de forma positiva às mudanças e estão sempre querendo ser flexíveis. Elas compreendem que a mudança é inevitável e acreditam em suas habilidades de adaptação.

4) Elas não gastam energia com coisas que não podem controlar

Você não ouve uma pessoa mentalmente forte reclamando da mala perdida ou do trânsito. Ao invés disso, elas focam naquilo que podem controlar em suas vidas. Elas reconhecem que algumas vezes, a única coisa que podem controlar, é sua atitude.

5) Elas não se preocupam em agradar todo mundo

Pessoas mentalmente fortes reconhecem que não precisam agradar todo mundo o tempo todo. Elas não têm medo de dizer não ou falar quando é necessário. Elas buscam ser gentis e justas, mas podem lidar com outras pessoas chateadas se elas as fizeram felizes.

6) Elas não têm medo de assumir riscos calculados

Elas não assumem ricos bobos ou fáceis, mas não se importam de assumir riscos calculados. Pessoas mentalmente fortes investem tempo pesando os riscos e benefícios antes de tomar uma grande decisão, e elas estão completamente informadas dos problemas possíveis antes de tomarem ação.

7) Elas não renegam o passado

Pessoas mentalmente fortes não gastam tempo renegando o passado e querendo que as coisas fossem diferentes. Elas reconhecem o passado e podem dizer o que elas aprenderam com ele. Entretanto, elas não revivem constantemente as experiências ruins ou fantasiam sobre os dias gloriosos. Ao invés disso, elas vivem para o presente e planejam para o futuro.

8) Elas não cometem o mesmo erro várias vezes

Pessoas mentalmente fortes aceitam a responsabilidade por seu comportamento e aprendem com os erros do passado. Como resultado, elas não ficam repetindo os mesmos erros sempre. Ao invés disso, elas seguem em frente e tomam melhores decisões no futuro.

9) Elas não ficam ressentidas pelo sucesso alheio

Pessoas mentalmente fortes conseguem apreciar e celebrar o sucesso na vida de outras pessoas. Elas não ficam invejosas ou se sentem trapaceadas quando outros as superam. Ao invés disso, elas reconhecem que o sucesso é conquistado através de trabalho duro, e elas estão querendo o trabalho duro para própria chance de sucesso.

10) Elas não desistem depois da primeira falha

Pessoas mentalmente fortes não percebem uma falha como razão para desistir. Ao invés disso, elas usam o erro como uma oportunidade de crescer e melhorar. Elas querem continuar tentando até conseguirem fazer o certo.

11) Elas não temem a solidão

Pessoas mentalmente fortes conseguem tolerar a solidão e elas não temem o silêncio. Elas não têm medo de ficarem sozinhas com seus pensamentos e elas podem usar esses momentos para serem produtivas. Elas curtem sua própria companhia e não são dependentes de outros para companhia e diversão todo o tempo, mas conseguem ser felizes sozinhas.

12) Elas não acham que o mundo deve alguma coisa a elas

Particularmente na economia atual, executivos e empregados em qualquer nível estão começando a perceber que o mundo não lhes deve um salário, um pacote de benefícios e uma vida confortável,  independente de sua preparação e educação. Pessoas mentalmente fortes entram no mundo preparadas para trabalhar e serem bem sucedidas por seus méritos, em cada estágio do jogo.

13) Elas não esperam resultados imediatos

Seja uma rotina de treinos, um regime nutricional ou começar um novo negócio, pessoas mentalmente fortes estão comprometidas com o longo prazo. Elas sabem muito bem não esperar por resultados imediatos. Elas dedicam suas energias e tempo em doses medidas e celebram a cada meta e aumento de sucesso ao longo do caminho. Elas possuem o “poder de permanecer”. E elas compreender que mudanças genuínas levam tempo.
 
Abraços a todos.
Beijomeliga.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A conquista

Meus queridos,

passamos o ano todo falando sobre os desafios e as lutas, temos que falar também das vitórias e conquistas. E mais ainda: quero que mesmo você que não alcançou seus objetivos principais este ano leia este post até o final. Peço só isso.

Nestas últimas semanas, foram divulgados alguns resultados importantes. Saiu a lista inicial do IME, a lista inicial da Escola Naval e ontem saiu a lista de convocação definitiva da EFOMM. É muita gente comemorando porque viu seu nome numa dessas listas e outro tanto de gente triste pq ficou numa posição ruim ou mesmo não apareceu em qualquer uma das listas. Hoje eu quero conversar com os dois públicos.

Quando nós vemos nosso nome convocado, é uma alegria imensa. É uma sensação indescritível, de ter conseguido cumprir uma missão. É empolgante, motivante, ficamos em êxtase. Mas acredito que é, acima de tudo, um alívio. Alívio por ver que nosso esforço teve resultado. Esforço recompensado. Alívio por vermos que a grana que nossos pais investiram na nossa educação levou a algum lugar. Curtam bastante essa sensação, ela é rara. Lembrando da minha vida, as únicas vezes que senti algo tão intenso foram: a formatura no IME e a inauguração do SEI. Aproveitem, vcs merecem.

Mas quero guardar algumas palavras para a galera que não conseguiu ser aprovada agora. NÃO DESISTAM. Sei que a frustração pode aparecer, a vontade de largar tudo, a sensação de nadar e morrer na praia. NÃO DESISTAM! Você hoje está muito mais próximo do seu objetivo do que estava antes. Só isso já é motivo para ficar alegre. Mas sei que o sentimento não é de alegria. No entanto, é importante estarmos atentos às falhas para corrigi-las, não para fazê-las serem maiores que nosso sonho. Como li de uma ex-aluna do SEI, este resultado não é fracasso. É sucesso ainda não concluído. O sucesso vai chegar, tenha certeza. É preciso perseverar. Continuar lutando. Muitas vezes achamos que nosso sonho nunca vai se realizar. Mas é preciso continuar acreditando, caminhando, que lá na frente as coisas se acertam.



Os últimos dois meses foram de intensa realização pra mim. Foram muitas emoções, realização das provas do IME, do ITA, Escola Naval, resultados preliminares da Escola e do IME, lista final da EFOMM. Ufa! Acreditem, nós nos envolvemos demais com vcs. Muitas vezes, os alunos acham que nós não vemos diferença entre eles, que todas as turmas são iguais. Mas não é assim. Graças a Deus não é assim. Na minha vida pessoal também, muitas coisas que achei que nunca fossem acontecer estão acontecendo. Só posso agradecer a Deus por tudo.

No mais, quero desejar a todos um ótimo Natal, muita paz e saúde no ano que vai se iniciar daqui a pouco. Que 2014 seja um ano como foi 2013, não tenho coragem de pedir mais nada. Já sou abençoado demais.

Muito obrigado pela companhia ao longo deste ano. Até a próxima.
Beijomeliga.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O motivo de buscarmos educação

Meus queridos,

costumamos bater uns papos aqui sobre concursos, motivação, força de vontade e assuntos relacionados. Não é raro eu receber e-mails de pessoas dizendo que estavam navegando e encontraram o blog por acaso, leram e curtiram os textos, mesmo não sendo concurseiros. Isto eu imagino que aconteça pq falamos sobre aspectos que são comuns a muitas áreas. Todos temos desafios nas nossas vidas, sejam que vidas forem. Mas uma coisa é importante não perdermos de vista: todos devemos querer evoluir. Pelo menos em alguns aspectos. E nossa sociedade (brasileira) ainda tem muito a evoluir em quase todos os aspectos. Somos primitivos em diversas áreas. Quem me conhece sabe q não gosto de reclamar, mas está aí um dos pontos que me incomodam profundamente: nosso atraso como sociedade. Hoje eu dei de cara com este texto, que reproduz muito do que eu considero que nós devemos tomar cuidado.
Pensando sobre isso, lembrei de uma conversa com meu mestre, há uns 15 anos, quando ele me disse o seguinte: "Humberto, eu realmente sei mais Matemática que a maioria das pessoas. Mas isso faz de mim alguém melhor que os outros? Não! Eu sei mais Matemática, o outro sabe mais Música, o outro joga mais futebol, e por aí vai. Nós não podemos nos achar melhores que ninguém." Aí eu vejo como essa conversa é atual, mesmo sendo de muito tempo atrás.

Se continuarmos com a cultura de que "vale o meu", "se eu me der bem, dane-se o resto" e coisas do tipo, corremos o risco de ter, em poucas gerações, um país devastado pelas desigualdades e, com sorte, sem uma guerra civil.

O texto é de um brasileiro, que mora na Holanda. Segue abaixo.

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Excelente texto extraído do blog do brasileiro Daniel Duclos, que mora na Holanda.

A sociedade holandesa tem dois pilares muito claros: liberdade de expressão e igualdade. Claro, quando a teoria entra em prática, vários problemas acontecem, e há censura, e há desigualdade, em alguma medida, mas esses ideais servem como norte na bússola social holandesa.

Um porteiro aqui na Holanda não se acha inferior a um gerente. Um instalador de cortinas tem tanto valor quanto um professor doutor. Todos trabalham, levam suas vidas, e uma profissão é tão digna quanto outra. Fora do expediente, nada impede de sentarem-se todos no mesmo bar e tomarem suas Heinekens juntos. Ninguém olha pra baixo e ninguém olha por cima. A profissão não define o valor da pessoa – trabalho honesto e duro é trabalho honesto e duro, seja cavando fossas na rua, seja digitando numa planilha em um escritório com ar condicionado. Um precisa do outro e todos dependem de todos. Claro que profissões mais especializadas pagam mais. A questão não é essa. A questão é “você ganhar mais porque tem uma profissão especializada não te torna melhor que ninguém”.

Profissões especializadas pagam mais, mas não muito mais. Igualdade social significa menor distância social: todos se encontram no meio. Não há muito baixo, mas também não há muito alto. Um lixeiro não ganha muito menos do que um analista de sistemas. O salário mínimo é de 1300 euros/mês. Um bom salário de profissão especializada, é uns 3500, 4000 euros/mês. E ganhar mais do que alguém não torna o alguém teu subalterno: o porteiro não toma ordens de você só porque você é gerente de RH. Aliás, ordens são muito mal vistas. Chegar dando ordens abreviará seu comando. Todos ali estão em um time, do qual você faz parte tanto quanto os outros (mesmo que seu trabalho dentro do time seja de tomar decisões).

Esses conceitos são basicamente inversos aos conceitos da sociedade brasileira, fundada na profunda desigualdade. Entre brasileiros que aqui vêm para trabalhar e morar é comum – há exceções - estranharem serem olhados no nível dos olhos por todos – chefe não te olha de cima, o garçom não te olha de baixo. Quando dão ordens ou ignoram socialmente quem tem profissão menos especializadas do que a sua, ficam confusos ao encontrar de volta hostilidade em vez de subserviência. Ficam ainda mais confusos quando o chefe não dá ordens – o que fazer, agora? Os salários pagos para profissão especializada no Brasil conseguem tranquilamente contratar ao menos uma faxineira diarista, quando não uma empregada full time.

Os salários pagos à mesma profissão aqui não são suficientes pra esse luxo, e é preciso limpar o banheiro sem ajuda – e mesmo que pague (bem mais do que pagaria no Brasil a) um ajudante, ele não ficará o dia todo a te seguir limpando cada poerinha sua, servindo cafézinho. Eles vêm, dão uma ajeitada e vão-se a cuidar de suas vidas fora do trabalho, tanto quanto você. De repente, a ficha do que realmente significa igualdade cai: todos se encontram no meio, e pra quem estava no Brasil na parte de cima, encontrar-se no meio quer dizer descer de um pedestal que julgavam direito inquestionável (seja porque “estudaram mais” ou “meu pai trabalhou duro e saiu do nada” ou qualquer outra justificativa pra desigualdade).

Porém, a igualdade social holandesa tem um outro efeito que é muito atraente pra quem vem da sociedade profundamente desigual do Brasil: a relativa segurança. É inquestionável que a sociedade holandesa é menos violenta do que a brasileira. Claro que aqui há violência – pessoas são assassinadas, há roubos. Estou fazendo uma comparação, e menos violenta não quer dizer “não violenta”.

O curioso é que aqueles brasileiros que queixam-se amargamente de limpar o próprio banheiro, elogiam incansavelmente a possibilidade de andar à noite sem medo pelas ruas, sem enxergar a relação entre as duas coisas. Violência social não é fruto de pobreza. Violência social é fruto de desigualdade social. A sociedade holandesa é relativamente pacífica não porque é rica, não porque é “primeiro mundo”, não porque os holandeses tenham alguma superioridade moral, cultural ou genética sobre os brasileiros, mas porque a sociedade deles tem pouca desigualdade. Há uma relação direta entre a classe média holandesa limpar seu próprio banheiro e poder abrir um Mac Book de 1400 euros no ônibus sem medo.

Eu, pessoalmente, acho excelente os dois efeitos. Primeiro porque acredito firmemente que a profissão de alguém não têm qualquer relação com o valor pessoal. O fato de ter “estudado mais”, ter doutorado, ou gerenciar uma equipe não te torna pessoalmente melhor que ninguém, sinto muito. Não enxergo a superioridade moral de um trabalho honesto sobre outro, não importa qual seja. Por trabalho honesto não quero dizer “dentro da lei” - não considero honesto matar, roubar, espalhar veneno, explorar ingenuidade alheia, espalhar ódio e mentira, não me importa se seja legalizado ou não. O quanto você estudou pode te dar direito a um salário maior – mas não te torna superior a quem não tenha estudado (por opção, ou por falta dela). Quem seu paí é ou foi não quer dizer nada sobre quem você é. E nada, meu amigo, nada te dá o direito de ser cuzão. Um doutor que é arrogante e desonesto tem menos valor do que qualquer garçom que trata direito as pessoas e não trapaceia ninguém. Profissão não tem relação com valor pessoal.

Não gosto mais do que qualquer um de limpar banheiro. Ninguém gosta – nem as faxineiras no Brasil, obviamente. Também não gosto de ir ao médico fazer exames. Mas é parte da vida, e um preço que pago pela saúde. Limpar o banheiro é um preço a pagar pela saúde social. E um preço que acho bastante barato, na verdade.

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Espero que sirva para que todos nós possamos refletir.
Beijomeliga.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A verdadeira pergunta

Meus queridos,

hoje vou compartilhar com vcs um texto interessante, retirado do Huffington Post. O texto é do colunista Mark Manson. Para não fazer uma tradução porca, prefiro estimular vcs no idioma inglês, já que ele é muito importante no mercado de trabalho. E na prova da EFOMM, muito mais! hehehehehe

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Everybody wants what feels good. Everyone wants to live a care-free, happy and easy life, to fall in love and have amazing sex and relationships, to look perfect and make money and be popular and well-respected and admired and a total baller to the point that people part like the Red Sea when you walk into the room.
Everybody wants that -- it's easy to want that.
If I ask you, "What do you want out of life?" and you say something like, "I want to be happy and have a great family and a job I like," it's so ubiquitous that it doesn't even mean anything.
Everyone wants that. So what's the point?
What's more interesting to me is what pain do you want? What are you willing to struggle for? Because that seems to be a greater determinant of how our lives end up.
Everybody wants to have an amazing job and financial independence -- but not everyone is willing to suffer through 60-hour work weeks, long commutes, obnoxious paperwork, to navigate arbitrary corporate hierarchies and the blasé confines of an infinite cubicle hell. People want to be rich without the risk, with the delayed gratification necessary to accumulate wealth.
Everybody wants to have great sex and an awesome relationship -- but not everyone is willing to go through the tough communication, the awkward silences, the hurt feelings and the emotional psychodrama to get there. And so they settle. They settle and wonder "What if?" for years and years and until the question morphs from "What if?" into "What for?" And when the lawyers go home and the alimony check is in the mail they say, "What was it all for?" If not for their lowered standards and expectations for themselves 20 years prior, then what for?
Because happiness requires struggle. You can only avoid pain for so long before it comes roaring back to life.
At the core of all human behavior, the good feelings we all want are more or less the same. Therefore what we get out of life is not determined by the good feelings we desire but by what bad feelings we're willing to sustain.
"Nothing good in life comes easy," we've been told that a hundred times before. The good things in life we accomplish are defined by where we enjoy the suffering, where we enjoy the struggle.
People want an amazing physique. But you don't end up with one unless you legitimately love the pain and physical stress that comes with living inside a gym for hour upon hour, unless you love calculating and calibrating the food you eat, planning your life out in tiny plate-sized portions.
People want to start their own business or become financially independent. But you don't end up a successful entrepreneur unless you find a way to love the risk, the uncertainty, the repeated failures, and working insane hours on something you have no idea whether will be successful or not. Some people are wired for that sort of pain, and those are the ones who succeed.
People want a boyfriend or girlfriend. But you don't end up attracting amazing peoplewithout loving the emotional turbulence that comes with weathering rejections, building the sexual tension that never gets released, and staring blankly at a phone that never rings. It's part of the game of love. You can't win if you don't play.
What determines your success is "What pain do you want to sustain?"
I wrote in an article last week that I've always loved the idea of being a surfer, yet I've never made consistent effort to surf regularly. Truth is: I don't enjoy the pain that comes with paddling until my arms go numb and having water shot up my nose repeatedly. It's not for me. The cost outweighs the benefit. And that's fine.
On the other hand, I am willing to live out of a suitcase for months on end, to stammer around in a foreign language for hours with people who speak no English to try and buy a cell phone, to get lost in new cities over and over and over again. Because that's the sort of pain and stress I enjoy sustaining. That's where my passion lies, not just in the pleasures, but in the stress and pain.
There's a lot of self development advice out there that says, "You've just got to want it enough!"
That's only partly true. Everybody wants something. And everybody wants something badly enough. They just aren't being honest with themselves about what they actually want that bad.
If you want the benefits of something in life, you have to also want the costs. If you want the six pack, you have to want the sweat, the soreness, the early mornings, and the hunger pangs. If you want the yacht, you have to also want the late nights, the risky business moves, and the possibility of pissing off a person or ten.
If you find yourself wanting something month after month, year after year, yet nothing happens and you never come any closer to it, then maybe what you actually want is a fantasy, an idealization, an image and a false promise. Maybe you don't actually want it at all.
So I ask you, "How are you willing to suffer?"
Because you have to choose something. You can't have a pain-free life. It can't all be roses and unicorns.
Choose how you are willing to suffer.
Because that's the hard question that matters. Pleasure is an easy question. And pretty much all of us have the same answer.
The more interesting question is the pain. What is the pain that you want to sustain?
Because that answer will actually get you somewhere. It's the question that can change your life. It's what makes me me and you you. It's what defines us and separates us and ultimately brings us together.
So what's it going to be?
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Um forte abraço a todos,
Beijomeliga.