domingo, 23 de fevereiro de 2014

O bizu da preparação para concursos - Parte 2

Meus queridos,


na semana passada, postei a primeira parte do bizu passado pelo grande amigo Bruno, companheiro de turma do IME. Hoje vem a segunda parte, com as últimas recomendações de um cara que foi aprovado pra diversos concursos. Fiquem atentos, vale a pena se ligar no que ele está passando.



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Amigos, no primeiro texto foi feita uma abordagem a respeito da influência dos diversos fatores na prova. Estabelecemos que o fator principal e decisivo no concurso é o nível de conteúdo instantâneo na mente no momento da prova.


Nesta segunda parte, o intuito é tentar desmistificar de forma bastante objetiva certas justificativas (ou “desculpas”) que os candidatos que não passam tentam apresentar. Por outro lado, vamos propor um roteiro de preparação para qualquer concurso, que se for seguido adequadamente, fará com que suas chances aumentem significativamente. Vamos lá?


Comecemos pelos mitos:


  • “Deu branco” (o mais cotado)
    • Não deu branco nenhum! Você não estava com o conteúdo instantâneo no momento da prova!


  • “Não passei por um décimo”
    • Um décimo é decisivo em todo concurso. Para o primeiro colocado ou para o último, um décimo pode não fazer diferença, mas na região do corte, a que define quem vai ser aprovado ou não, os décimos são decisivos.
      • Estorinha: Em uma Olimpíada, o nadador Michael Phelps (o recordista de medalhas de ouro em Olimpíadas) bateu o recorde mundial em uma prova de natação chegando a um centésimo de segundo na frente do segundo colocado. Você sabe o que é um centésimo de segundo em uma prova de natação? Bem, se o Phelps não estivesse nadando, o segundo colocado bateria o recorde mundial, já que ficou apenas a um centésimo de segundo do novo recorde. Você sabe quem foi o segundo colocado? Nem eu...
  • ”Fiquei nervoso”
    • O nervosismo é normal. O controle do nervosismo faz parte da preparação do candidato. Entretanto, tenha uma certeza: Se o candidato possui o conteúdo instantâneo no momento da prova, o nervosismo é substituído pela tranquilidade.
    • Ficar nervoso é normal quando nós não sabemos lidar com uma situação. Se o problema está sob controle, isto é, se sabemos resolver as questões da prova, o nervosismo desaparece.
  • “Não tive sorte”
    • O candidato pode contribuir para a sua sorte...
      • Estorinha: Dois caras não sabiam o conteúdo da questão. O primeiro chuta no escuro letra C. O outro cara lê com atenção, acha que a letra C e a letra D são muito parecidas, logo não podem ser a única alternativa correta. Não tem certeza, mas acha que a letra E é absurda. Entre as letras A e B, achou a redação da letra B bem clara e plausível, enquanto que a letra A era um pouco nebulosa. Chutou letra B. Resposta da questão: Letra B. Quem teve sorte?

  • “Concurso é marmelada”
    • O convívio com as pessoas que foram aprovadas em concursos mostra que todas estavam preparadas para serem aprovadas. Em poucas conversas, é notório que as pessoas tiveram capacidade de serem aprovadas e que não houve “marmelada”. Essa é a regra.


Depois de abordarmos os principais mitos dos resultados de concursos, vamos passar para a preparação para a prova, que é o que realmente importa.


Não tem mistério. É estudar muito!
Não importa como você vai se preparar e nem quanto tempo vai levar, o que é importante é que tenha o maior nível de conteúdo instantâneo no momento da prova.


RECEITA DE BOLO PADRÃO DOS CANDIDATOS QUE SÃO APROVADOS:
  • Fazer um curso preparatório
    • O curso irá direcionar seus estudos e os professores irão auxiliar você na preparação.
    • Escolha bons cursos preparatórios. Vale o investimento.
    • Além disso, é muito bom o convívio com outros candidatos, a troca de informações, o bate-papo, motivar e ser motivado pelos outros.
  • Estudar sozinho (o máximo possível)
    • Só fazer o curso não adianta.
    • O principal estudo é o de casa.
    • Estudar em grupo é muito bom, mas lembre-se que a hora da decisão é individual, é você contra a prova.
  • Data da prova longe
    • Tente aprender todo o conteúdo, assimilando a matéria.
    • Faça bastantes exercícios. Tente. Erre. Repita.
    • Se a questão for boa, faça mais de uma vez. Repita e faça mais rápido. É melhor fazer uma questão boa 3 vezes do que 3 ruins diferentes.
  • Data da prova perto (Um ou dois meses):
    • É o principal momento da preparação. É nesse período que se consolida o conteúdo, para que fique instantâneo no momento da prova.
    • Esqueça sua vida social (é por tempo determinado e por boa causa);
    • Decore o máximo de conteúdo possível;
    • Treine exaustivamente a resolução de questões, especialmente de concursos anteriores da banca do concurso;
    • Treine o tempo de prova, que é muito importante;
    • Verifique o peso das matérias e questões (maior pontuação, mais importante).
  • Véspera de prova: Mito! Pode estudar ou não, tanto faz. Eu sempre estudei e sempre deu certo. Sempre há tempo para o último “confere”. Há aqueles que dizem que na véspera você tem que sair para relaxar. Bobagem! Não é o que acontece, geralmente, com os que passam num concurso. O nível de concentração para a prova depois de tanto estudo é tão grande, que você não vai estar nem aí para sair, faltando um dia para a decisão.


Conclusão


Os 3 clichês iniciais, no fim das contas, são mais do que válidos:


1 – O trabalho vem antes do sucesso.
2 - A sorte ajuda quem trabalha duro.
3 – Geralmente, para uma regra há exceção.


Trabalhe muito para aumentar o seu nível de conteúdo no momento da prova, deixando-o instantâneo no tempo certo. Assim, você vai diminuir a influência de outros fatores que podem te prejudicar. Essa é a chave para o sucesso!


Esperamos ter ajudado!


Um grande abraço e boa sorte!"

E aí, galera, gostaram? Agora é colocar em prática oq ele orientou. Mãos à obra!!!

A aprovação é logo ali.
Beijomeliga.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

O bizu da preparação para concursos

Meus queridos,


este post tem um ingrediente muito especial. Estou recebendo uma 'visita' de um grande amigo da época do IME, cara safo que passou pra vários concursos depois de formado: Bruno Raymundo. E aí essa visita vem na forma de um texto que ele escreveu, visando ajudar na preparação dos concurseiros em geral, sejam os aspirantes às vagas nos concursos militares ou civis. Dividimos o texto em duas partes, sendo uma publicada hoje e a próxima na semana que vem. Acompanhe e aproveite o bizu de quem sabe.



" Olá! Tudo bem?
Amigos, o nosso objetivo como este texto é tentar transmitir o que realmente faz a diferença para você alcançar o sucesso com a aprovação em um concurso.


Deixe os mitos e as percepções equivocadas de lado!
Não se deve tomar como base todos os candidatos que prestam o concurso, pois os que não passam são a maioria... Tente se guiar pelo exemplo de quem obteve a aprovação. É essa experiência que vamos tentar compartilhar com vc.


Primeiramente, apresentamos 3 “clichês” que são muito verdadeiros:
1 – O trabalho vem antes do sucesso.
2 - A sorte ajuda quem trabalha duro.
3 – Geralmente, para uma regra há exceção.


 REGRAS GERAIS:


As pessoas são diferentes. Uns precisam estudar mais para aprender, consumindo mais tempo, outros menos. Mas todos tem tempo para aprender. Todos são capazes de aprender, e quanto mais você se esforça, mais se aprimora.


Nem todos conseguem atingir um certo nível de aprendizado (como nem todos podem ser atletas ou artistas), mas não há problema nenhum nisso! Para o candidato basta a aprovação, não sendo necessário ser nenhum gênio do conhecimento.


Não há fórmula mágica, amigo, mas há uma regra que eu aconselho você a seguir:


A REGRA FUNDAMENTAL PARA CONCURSOS




=> O fator determinante para ser aprovado em um concurso é o nível de conteúdo instantâneo na mente no momento da prova.


=> Todo o resto influi no resultado final. Mas o fator acima é o principal.


Vamos tentar esclarecer?


Bem, não adianta apenas saber o conteúdo. Tem que estar instantâneo na hora da prova. Portanto, não importa se você era craque na matéria há muito tempo. Provavelmente deve ter esquecido muita coisa a respeito do tema.


Isso não quer dizer que você não possa tentar lembrar algum conceito durante a prova, mas o tempo é escasso, porém suficiente. A prova é elaborada para quem está com o conteúdo fresco na cabeça no momento da prova.


E como é a influência dos fatores no resultado do concurso?



Vamos fazer uma analogia: Imagine uma pesquisa para uma eleição. A pesquisa é sempre assim: “O candidato A tem 20% das intenções de voto, com margem de 2% para cima ou para baixo”. Isto é, o cara pode atingir de 18% a 22%, pois tem um nível médio de 20% e está sujeito a uma variação de 2%, sobre o seu resultado médio.


A mecânica do resultado de um concurso tem como base um princípio semelhante:

O “resultado médio” do candidato é medido pelo nível de conteúdo instantâneo no momento da prova. Esse é o fator que vai posicioná-lo, inicialmente, na lista de notas da prova.


Todos os outros fatores são importantes, mas responsáveis pela pequena variação ao redor desse resultado médio, e isso varia de pessoa para pessoa. O ideal é que o “nível do resultado médio” seja o maior possível, e as variações decorrentes dos outros fatores seja pequena.
Vamos a um exemplo prático:


Digamos que em um concurso, a nota do candidato devido apenas ao conteúdo que ele assimilou seja 80. Mas ainda há outros fatores que determinam a nota do candidato:


  • Sorte;
  • Utilização do tempo da prova;
  • Estado físico adequado;
  • Condições de ambiente; etc.


Esses fatores geram uma variação no nível médio de conteúdo do candidato, para cima ou para baixo. No geral, essa variação é pequena, e o candidato  pode tirar 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83, etc.


E essa pequena variação pode determinar sua aprovação.
Repare:
No exemplo anterior, a variação do candidato foi de 3 pontos para cima ou para baixo.
Imagine uma nota de corte de 78.


  1. Pode dar tudo errado para o cara que faria 80 pontos nessa prova, e ele tirar 77, devido àquelas variações. Estaria reprovado.
  2. Por outro lado, um candidato sujeito aos mesmos 3 pontos de variação, mas com um conteúdo 76 (menos preparado que o primeiro), poderia fazer 79 pontos nessa prova. Estaria aprovado.
  3. Já o primeiro colocado do concurso tem um nível de conteúdo de 90. Logo, ele passaria na prova tranquilamente, mesmo que “tudo desse errado”, já que os 3 pontos para baixo o levariam a uma nota de 87.
  4. Por fim, um candidato com nível de conteúdo 50 pode ter tudo conspirando a seu favor que ele não vai conseguir atingir a nota de corte.


Importante!!!


A teoria é qualitativa, é impossível medir isso na prática, mas é um bom modelo. As variações também não são exatas, isto é, o mesmo percentual para cima e para baixo. Aliás, geralmente o que ocorre (qualitativamente) é uma variação um pouquinho para cima e muito maior para baixo.


No entanto, acredite: O nível de conteúdo é fundamental.




Existem ainda alguns mitos entre os candidatos e muitas pessoas que se preparam de forma inadequada. Nos próximos tópicos, iremos tentar desmistificar algumas dessas lendas e propor um roteiro para uma boa preparação para a competição.


Um grande abraço a todos!"

Gostaram? Fiquem atentos para não perder a 2a parte na próxima semana.

A aprovação é logo ali.
Beijomeliga.